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<mods:titleInfo>
<mods:title>Sobre uma aranha parasita de saúva.</mods:title>
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<mods:namePart>de Mello-Leitão, C.</mods:namePart>
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<mods:title>Revista do Museu Paulista</mods:title>
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<mods:date>1923</mods:date>
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<tax:p>Sobre uma Aranha parasita de Sauva</tax:p>
<tax:p>PELO</tax:p>
<tax:p>Mello-Leitao</tax:p>
<tax:p>(Da Sociedade Brasileira de Sciencias e da Sociedade Entomologica de Franca)</tax:p>
<tax:p>
As aranhas sao animaes essencialmente predadores, sendo sua vida como parasitos verdadeiramente excepcional, tanto que nenhuma referencia encontramos em litteratura a respeito de araneidos parasitos. Em Maio de 1921 recebi do sr. Luederwaldt, do Museu de S. Paulo, tres pequenas aranhas mal conservadas, que o mesmo sr. me refere ter encontrado no corpo de Sauvas. Essas tres aranhas eram todas de uma especie de 
<tax:name>Clubionida</tax:name>
, e de caracteres tao originaes que proponho paia a mesma uma nova sub-familia, posta entre as Liocraninas e as Corinninas, parecendo mostrar que ha entre estas duas sub-familias affinidades maiores que entre as Micariinas e qualquer das duas. (Fazemos esta observacao porque Simon, cujas suggestoes devem sempre ser acatadas com a maxima consideracao, poe as Mirariinas. entre as Liocraninas e as Corinninas).
</tax:p>
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<tax:nomenclature>
<tax:name>Myrmccobiinae</tax:name>
sub-fam. n.
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<tax:div type="description">
<tax:p>Maxillares de borda externa regularmente arredondada, como nas Corinninas, e guarnecidos, como nestas, de uma fila de longas cerdas incurvadas. Labio muito mais largo que longo, de borda anterior angulosa, nao excedendo o terco basal dos maxillares. Esterno muito largo, mais largo que em qualquer outro grupo de Clubionidae, terminado atraz em ponta, entre as ancas posteriores e muito largo adiante, marginado, menos nitidamente, comtudo, que nas aranhas arboricolas e teliferas de muito mais facil disseminacao e mais frequeentes que as terricolas, parecendo que a excepcao verificada em Alcatrazes seja provavelmente devida ao exterminio daquellas peias aves, que as perseguiram, em falta de melhor e mais accessivel alimentacao. Estas outras, mais occultas e protegidas, furtaram-se melhor a caca dos inimigos alados, e persistiram.</tax:p>
<tax:p>
As aranhas me foram communcadas em 11 vidros, sendo cinco numerados (de 442 a 446) e seis sem numero, com exemplares de Aviculariidae jovens (tres vidros sem numero) e de sete outras especies, representantes das seguintes familias: 
<tax:name>Barychelidae</tax:name>
, 
<tax:name>Aviculariidae</tax:name>
, 
<tax:name>Pholcidae</tax:name>
, 
<tax:name>Selenopidae</tax:name>
, 
<tax:name>Ctenidae</tax:name>
, 
<tax:name>Clubionidae</tax:name>
e 
<tax:name>Lycosidae</tax:name>
.
</tax:p>
</tax:div>
<tax:div type="materials_examined">
<tax:p>As especies encontradas foram as seguintes:</tax:p>
</tax:div>
</tax:treatment>
<tax:treatment>
<tax:nomenclature>
1 - 
<tax:name>Psalistops crassimanu</tax:name>
</tax:nomenclature>
<tax:div type="materials_examined">
<tax:p>
([[ male ]] e [[ female ]]) Mello-Leitao, em vidro sem numero. Esta especie, da fami- lia 
<tax:name>Barychelidae</tax:name>
, foi encontrada pela vez primeira em Alcatrazes, e descripta em minha memoria especialmente dedicada as Theraphosoideas.
</tax:p>
</tax:div>
</tax:treatment>
<tax:treatment>
<tax:nomenclature>
2 - 
<tax:name>Ceropelma insularis</tax:name>
</tax:nomenclature>
<tax:div type="materials_examined">
<tax:p>
([[ male ]]) Mello-Leitao, no vidro n. 446. E' uma 
<tax:name>Aviculariidae</tax:name>
, e, como a especie acima, descoberta em Alcatrazes e descripta na mesma memoria.
</tax:p>
</tax:div>
</tax:treatment>
<tax:treatment>
<tax:nomenclature>
3 - 
<tax:name>Smeringopus geniculatus</tax:name>
</tax:nomenclature>
<tax:div type="materials_examined">
<tax:p>(Thorell). Dois exemplares, no vidro n. 443.</tax:p>
</tax:div>
</tax:treatment>
<tax:treatment>
<tax:nomenclature>
4 - 
<tax:name>Selenops melanurus</tax:name>sp. n.(Fig. 1, 2, 3 e 4).</tax:nomenclature>
<tax:div type="description">
<tax:p>[[ female ]] - 7 mm. Cephathorax cor de mogno, inteiramentente revestido de pellos pardos. Abdomen de tegumento esbranquicado, revestido de pellos de colorido igual aos do cephalothorax; ha na metade posterior do abdomen, uma orla negra; tuberculo anal e fiandeiras posteriores negras. Pernas escuras, cor de magno escuro, com manchas de pellos iguaes aos do cephalothorax, mais abundantes sobre os femures. Ventre pardo-infuscado.</tax:p>
<tax:p>vezes mais largo que longo, nao attingindo o terco basal dos maxillares, de borda apical convexa. Esterno muito largo adiante, quasi tao largo quao longo, terminado atraz; em ponta que separa as ancas das pernas posteriores, marginado. Pernas muticas. Fiandeiras inferiores maiores que as superiores, de segmento apical afilado; todas as fiandeiras delicadas.</tax:p>
<tax:p>Colorido geral pardo-testaceo; o esterno com uma orla fulva marginal. Tarsos das pernas e dos palpos fulvo-negros. Epigyno negro, muito mais largo que longo, com duas fossetas circulares lateraes e um ourelo inferior regularmente procurvo, unindo as duas fussetas.</tax:p>
</tax:div>
<tax:div type="materials_examined">
<tax:p>Hab.: Parasitando (?) sauvas. Typo no Museu Paulista: N. 6.287 a.</tax:p>
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